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Acredita-se que os primeiros habitantes das Américas chegaram a mais de 20 mil anos, atravessando uma passagem congelada entre a Ásia e a América do Norte e então espalhando-se por todo o continente.
No Brasil, eles se espalharam por todo território, formando grupos de diferentes tamanhos. Eram sociedades comunais, descentralizadas e igualitárias, vivendo da caça, pesca e agricultura de subsistência e em sua maioria semi-nômades, mudando suas aldeias de local conforme os recursos naturais foram se esgotando.
As habitações eram geralmente coletivas. Chamadas de “ocas’’, variavam de tamanho e forma entre as tribos, mas normalmente, eram dispostas em torno de um espaço cerimonial, onde realizavam-se todo tipo de atividade diária além de celebrações e ritos conduzidos por pajés e anciões. As tribos eram formados por laços de parentescos e afinidades e mantinham contato com outras comunidades, através de relações de comércio, cooperação, casamento, alianças e também de guerras, que eram comuns entre as comunidades indígenas, apesar de sua natureza pacífica.
Os homens lidavam com as guerras, a caça, a pesca e liderança tribal, além da construção da aldeia e o plantio, enquanto as mulheres cuidavam da colheita, do preparo de alimentos e da fabricação de utensílios de adornos. A educação das crianças era tarefa de toda a tribo, e a autonomia era estimulada. Já os doentes e os inválidos costumavam ser abandonados à própria sorte.
A dieta deles era bem diversificada em proteínas animais, graças à caça e à pesca. Em festejos cobriam seus corpos com pinturas, penas e plumas e a nudez do dia-a-dia era comum e não causava vergonha.
Por viverem em florestas, muitas vezes precisavam usar protetores genitais e tangas, as mantas cobrindo o corpo eram rara. Muito higiênicos, devemos a eles o costume de tomar banhos diários.
Fonte: Texto retirado do vídeo no YouTube:Os indígenas - Raizes do Brasil #1







